Ontem uma amiga me mandou a foto do ultra-som da filhinha dela. Pois me surpreendi bastante: primeiro com a qualidade da imagem: dava pra ver todo o rostinho, a boquinha e até arriscaria dizer que o narizinho é igual ao da mãe. Uma coisa perigosa isso de conseguir ver o bebê em seu estágio de pré-mundo. Como se fosse dado ao homem o direito de ver a si mesmo, quando o sono uterino nos permite adiar a vida.

 

E, depois disso, me veio isso: pôxavida, que  loucura isso de ter um filho dentro você. Uma loucura das boas, é claro.

 

Ps: por essas e outras, eu estou começando a dar razão ao Nelson Rodrigues, quando ele diz que tem um profundo desprezo por aqueles que não acreditam na alma humana.